História

Introdução

A primeira Igreja Batista do Jardim das Oliveiras foi organizada no dia 16 de janeiro de 1983, pela autoridade da Igreja Batista de Bryan Station em Lexington, Kentucky, EUA, sob o ministério do missionário Bobby Aldridge.

Antes de apresentar a história desta igreja, gostaríamos de iniciar contando um pouco sobre a história da Igreja Batista de Bryan Station que é a igreja-mãe da Primeira Igreja Batista do Jardim das Oliveiras em Fortaleza, Ceará, Brasil.

A história da Igreja Batista de Bryan Station

A Igreja Batista de Bryan Station é uma das mais antigas do estado do Kentucky. Foi organizada em 1786, antes que o Kentucky se transformasse em estado, o que deu-se no ano de 1792.

Na época dos pioneiros, quando os Estados Unidos ainda estavam sendo povoados, uma igreja completa saiu da Virgínia e veio para o Kentucky, quando a Virgínia era ainda uma colônia. Esta igreja se tornou conhecida como “A Igreja Viajante”, por ter feito a tão longa e difícil viagem através de desertos e montanhas, até chegar ao Kentucky. A trilha era difícil e muito perigosa por causa dos índios. Estes nossos irmãos sofreram frio, fome e ataques indígenas durante esta tão dura viagem.

A “Igreja Viajante”

O motivo da saída desta igreja da colônia da Virgínia foi a perseguição religiosa. A Igreja da Inglaterra (Igreja Anglicana, católica inglesa) era a igreja oficial da colônia da Virgínia. Era-se “livre” para se tornar membro da Igreja Anglicana, mas todas as outras igrejas eram perseguidas. Os batistas, porém, não pararam de pregar fielmente a Palavra de Deus e por causa disto sofreram multas, confiscos de propriedade, espancamentos, ridicularização pública e prisão. Um destes fiéis pastores batistas chamava-se Samuel Harris. Ele pregava a Palavra, verdadeira e corajosamente, apesar da perseguição. Um certo homem chamado Lewis Craig se converteu em 1765 ao ouvir a pregação de Harris e, logo após sua conversão e batismo, também começou a pregar.

Lewis Craig foi preso inúmeras vezes durante os dez primeiros anos após sua conversão a Cristo. Certa vez foi acusado pelo grande júri “por reunir assembléias ilegais e pregar um evangelho contrário à lei”, em Virgínia. Lewis Craig defendeu-se diante do júri assim:

“Cavalheiros, agradeço-lhes a atenção. Quando era trazido a este tribunal, acusado de ociosidade, baderna e depravação, os senhores não ligavam para mim. Agora que deixei todos os vícios, e aviso aos homens para se arrependerem e deixarem seus pecados, sou levado diante dos jurados para ser julgado como transgressor. Como pode ser isso?”

John Waller, homem excessivamente mau, fazia parte do júri. Ele ficou profundamente impressionado com a mansidão de Lewis Craig e com a solenidade de suas palavras, e só se recuperou da impressão horrível que as palavras lhe causaram depois de achar paz em Jesus, oito meses depois.

Mais tarde tornou-se um dos mais extraordinários ministros batistas de sua geração e, por sua vez, enfrentou grande perseguição.

Não demorou muito e logo John Waller, Lewis Craig e outros eram levados à corte por acusações semelhantes.

Diz-se que durante o tempo em que ficava preso, Lewis Craig e seus irmãos em Cristo pregavam pelas janelas da prisão, enquanto as multidões se reuniam para descobrir o que estava acontecendo. Diz-se que mais gente se converteu durante este tempo do que décadas depois. A perseguição aos santos servia ao propósito do Senhor.

Em certa ocasião, Lewis Craig, o irmão dele Joseph Craig e ainda Aaron Bledsoe foram presos por pregarem às pessoas que andavam a pé ou a cavalo pelas estradas da Virgínia. Os três foram jogados na prisão de Fredericksburg. S. H. Ford conta como foi:

“Eles foram indiciados por pregarem o Evangelho do Filho de Deus na colônia de Virgínia. O promotor lia a acusação com voz pausada e formal. Quando pronunciou o crime com ênfase: ‘Por pregarem o Evangelho do Filho de Deus na colônia de Virgínia’, um homem vestido de modo simples entrou no tribunal e sentou-se na área destinada aos advogados. Era conhecido dos jurados e advogados mas um ‘Zé Ninguém’ para a multidão de espectadores que havia se reunido nesta ocasião. O homem era Patrick Henry, que ao saber do julgamento, viajara vários quilômetros de sua casa ao distrito de Hanover a fim de oferecer seus serviços aos três réus. Ele ouviu a acusação até o fim com muita atenção. Ao final da leitura, quando o promotor acabou de fazer algumas observações, Henry levantou-se, estendeu a mão, recebeu o processo e então dirigiu-se aos jurados:”

“Senhores jurados: Penso ter ouvido, lido pelo promotor, quando entrei neste tribunal, o processo que agora tenho em minha mão. Se entendi bem, o representante do Rei nesta colônia lavrou uma acusação com o propósito de denunciar e punir com prisão, três pessoas inofensivas que estão diante deste tribunal, por um crime de grande magnitude – como perturbadores da paz. Senhores jurados, o que foi que ouvi lido? Ouvi uma expressão, como se um crime, que estes homens, a quem estão a ponto de condenar por delito grave, são acusados de – quê?”

“E continuando em voz grave e solene: ‘Por pregarem o Evangelho do Filho de Deus !’”

“Henry fez uma pausa, em meio ao mais profundo silêncio. Depois, girando o papel três vezes em redor da cabeça e erguendo os olhos ao céu, exclamou com energia peculiar e impulsiva: “Grande Deus !”. A exclamação – a ação – a explosão de sentimentos da audiência era contagiante demais.”

“Senhores jurados: Há períodos na história humana, quando a corrupção e a depravação aviltam o caráter do homem, ele se afunda sob o peso da mão do opressor e se torna um servo abjeto. Ele beija a mão que o fere; curva-se em obediência passiva às ordens do déspota e neste estado de servidão recebe os grilhões de escravidão perpétua. Mas, senhores jurados, estes dias já passaram ! Quando nossos pais deixaram a terra natal para se estabelecerem nestas terras da América – em busca de LIBERDADE – civil e religiosa, de consciência, para adorar a seu Criador de acordo com o que crêem ser a vontade do Céu; a partir deste momento em que pisaram no continente americano e nas florestas densas buscando refúgio contra a perseguição e tirania – a partir deste momento o despotismo foi esmagado. Os grilhões das trevas foram quebrados e o Céu decretou que o homem deve ser livre – livre para adorar a Deus, de acordo com a Bíblia. Se não for assim, os esforços e sacrifícios dos colonizadores foram em vão, como em vão foram todos os sofrimentos e sangue derramado neste Novo Mundo, se nós, seus descendentes, ainda continuarmos oprimidos e perseguidos. Mas, senhores jurados, permitam-me indagar mais uma vez: por que estes homens estão sendo julgados? Este papel diz: ‘Por pregarem o Evangelho do Filho de Deus’, Grande Deus ! Por pregarem o Evangelho do Salvador à raça caída de Adão”.

“E com voz de trovão exclamou:”

“QUE LEI ELES VIOLARAM ?!”

“E mais uma vez, erguendo os olhos ao céu, sacudiu a acusação acima da cabeça.”

Isto aconteceu pouco antes da Revolução Americana, quando os Estados Unidos se tornaram independentes da Inglaterra em 1776. A perseguição nas 13 colônias era dura e intensa.

Os batistas da Virgínia tiveram um papel muito importante na luta para se obter a liberdade religiosa para todos na América. Homens como Patrick Henry e Thomas Jefferson abraçaram a causa batista “de liberdade religiosa para todos”. Embora não fossem batistas, sabiam que este era o caminho certo. Patrick Henry, que não entendia perfeitamente a posição batista, propôs que houvesse quatro igrejas ligadas ao estado na América: a Presbiteriana, a Anglicana, a Congregacional e a Batista.

Somente os batistas protestaram pedindo aos legisladores que não se fizesse assim! Jamais haviam sido igreja ligada ao Estado e não o queriam ser agora.

Mas Patrick Henry continuou a querer forçá-los a isto de qualquer maneira. A lei que tinha redigido foi aprovada na primeira instância. Mais uma vez foi aprovada na segunda instância, apesar de todos os protestos. Teria sido aprovada na terceira instância, que era a última, tornando-se a lei da terra se não fosse a providência onisciente e protetora de Deus por seu povo. Ele ouviu as orações do seu povo. Patrick Henry foi eleito governador da colônia, sendo desqualificado de participar da legislatura. Assim não pôde estar presente a fim de torna-la válida na terceira e última instância, com a eloqüência magistral que possuía. A emenda só perdeu por alguns votos.

Liberdade religiosa para todos

Após a Guerra Revolucionária, Thomas Jefferson, que mais tarde se tornou o terceiro presidente dos Estados Unidos, foi solicitado a escrever “A Declaração de Direitos da Independência” que declara “Liberdade Religiosa para Todos”. Por defender a liberdade religiosa ele sofreu ataques verbais e foi odiado por todas as igrejas estabelecidas pelo estado. Onde ele aprendeu sobre liberdade e democracia?

“Havia uma pequenina igreja batista que se reunia mensalmente para tratar dos negócios da igreja, não muito longe da casa do Sr. Jefferson, oito ou dez anos antes da Revolução Americana. O Sr. Jefferson assistiu a estas reuniões seguidamente durante vários meses. Certa vez o pastor perguntou-lhe se estava satisfeito pelo modo como a igreja era administrada. O Sr. Jefferson respondeu que ficara impressionado e muito interessado pelo modo que ele considerava ser a única forma de democracia verdadeira existente no mundo de então, e concluíra que este seria o melhor plano de governo para as colônias americanas. Isto aconteceu anos antes da Declaração da Independência”. (Thomas Armitage, em 1886). A liberdade religiosa só foi conquistada em 1786 na colônia de Virgínia.

Lewis Craig

Voltemos mais uma vez a Lewis Craig. A perseguição contra os batistas na Virgínia antes da Guerra Revolucionária era horrível. Certo historiador disse que “quase a metade dos pastores batistas da Virgínia emigraram para o Kentucky”. O Kentucky se tornou, então, um refúgio para onde os batistas iam a fim de escapar da perseguição.

Recordemos certa manhã de domingo em Spottsylvania, Virgínia. Era setembro de 1781. Veremos Lewis Craig falando à congregação que pastoreava (seis anos depois do caso histórico contado anteriormente quando foi defendido por Patrick Henry). A igreja se chamava Igreja Batista Upper Spottsylvania. Neste dia a reunião era ao ar livre – o “Domingo da Despedida”, pois mais de duzentas pessoas se preparavam para viajar para o Kentucky. Lewis Craig falou sobre os sacrifícios que haviam feito, os sofrimentos passados por causa de leis opressivas, sobre a contribuição à Guerra Revolucionária pela luta em prol da liberdade civil e religiosa. Continuou dizendo que mesmo estando cansados por causa das lutas, ela chegava ao fim, pois:

“Acres de uma Canaã ocidental, rica e ilimitada lhes eram oferecidos quase ‘sem dinheiro e sem preço’, quando o país se achava consumido e empobrecido pela guerra.”

Declarou ainda com palavras expressivas que era um poder mais alto que lhes mostrava o caminho e que a mesma Providência que regera todos os acontecimentos do passado os guiava ao desconhecido e estaria com eles até o fim. Conta-se que encerrou seu discurso com uma de suas exortações características e com palavras de despedida cheias de solenidade e sentimento que tal ocasião inspirava. Todos estavam emocionados. Podemos imaginar vagamente o quanto se sentiam tocados, quando nos lembramos que eles acreditavam naquilo que Craig acreditava e que haviam passado, como ele, pelos dias e cenas por ele descritas.

Viagem ao Kentucky e estabelcecimento de várias igrejas

abe-se da história do que se tornou conhecida como a “Igreja Viajante” que chegaram através do desfiladeiro de Cumberland, a fim de, eventualmente, estabelecerem igrejas por todo o Kentucky e além. O nome de Lewis Craig está ligado à fundação de tantas igrejas que as vezes o chamam “o pai dos Batistas do Kentucky”. Após haverem resistido com sucesso ao cerco em 1782 e dos ingleses não mais aparecerem liderando bandos de índios contra os pioneiros, Lewis Craig estabeleceu a Igreja Batista Elkorn Sul no ano seguinte, 1783 (a qual é hoje uma igreja da Convenção, afastando-se do Caminho).

A organização da Igreja Batista de Bryan Station

Em 1786 voltou para ajudar a organizar a Igreja Batista de Bryan Station, no mesmo lugar onde está hoje erigida, a poucos passos do local onde aconteceu a batalha final. A Igreja Batista de Bryan Station foi organizada no dia 15 de abril de 1786, sua autoridade, de acordo com os princípios Batista Local (Landmark Baptist) e sucessão da igreja (observada antes que o termo ‘Landmarkism’ fosse inventado) extendia-se da Igreja Batista Upper Spottsylvania, através de Lewis Craig por meio da “Igreja Viajante”.

Temos os documentos originais de sua fundação e o registro do que ensinavam aqueles que a fundaram. Após mais de duzentos anos a Igreja Batista de Bryan Station segue ensinando e pregando o que fazia originalmente. Hoje em dia, há poucos que podem afirmar isto com toda honestidade, menos ainda que possam provar documentadamente. Temos toda a história desta igreja, estando inclusas as notas de quando, por livre vontade, rompeu a comunhão com as igrejas batistas da convenção, por haverem se afastado “da fé uma vez entregue aos santos” (Judas 1:3).

A Igreja de Bryan Station passou pelos mesmos momentos de controvérsia doutrinária que tantas outras igrejas contemporâneas suas passaram, porém, enquanto muitas destas igrejas desviaram-se da verdade ela permaneceu fiel.

Deixe-me dar alguns exemplos:

Quando Alexander Campbell começou a pregar no Kentucky, em 1820, dizia-se batista e foi aceito como tal pelos batistas da Pennsylvania e West Virgínia. Isto até tornarem-se conhecidas suas verdadeiras crenças religiosas. Na mesma hora separam-se dele. Alexander Campbell tornou-se o fundador da Igreja dos Discípulos de Cristo, também conhecida como Igreja Cristã e Igreja de Cristo. Os batistas do Kentucky rejeitaram esta igreja completamente. O segundo pastor da Igreja de Bryan Station, Jeremiah Vademan, era um grande amigo de Alexander Campbell. Ao tomar conhecimento de suas crenças heréticas cortou prontamente a amizade.

No ano de 1809 surgiu um problema difícil no que dizia respeito à disciplina da igreja. Bryan Station se dividiu e os que eram fiéis continuaram a ocupar o templo. Neste tempo a igreja tornanva-se conhecida como uma Igreja Batista Missionária. Desde o dia da fundação até nossos dias a Igreja Batista de Bryan Station possuiu vinte e nove pastores.

Outra dificuldade enfrentada pela igreja foi causada pela Convenção Batista do Sul, organizada em 1845, quando Bryan Station já pregava a verdade no Kentucky há cinqüenta e nove anos. Durante muitos anos a Convenção Batista do Sul ficou firme nas grandes doutrinas e verdades do Novo Testamento, sendo, inclusive, apoiada pela Igreja de Bryan Station. Porém, com o passar dos anos, a convenção começou a se afastar dessas doutrinas e, por isso, no dia 21 de novembro de 1954, a Igreja Batista de Bryan Station votou e unanimamente decidiu por seu afastamento da Convenção Batista do Sul. Isto aconteceu durante o ministério do pastor James Masterson. A razão para tal atitude foi declarada como sendo o “poder dominante” e “práticas não bíblicas” da Convenção.

Uma igreja missionária

A Igreja Batista de Bryan Station sempre foi voltada para as missões. Em 1960 ela começou o ministério através de material impresso. Livros, panfletos, folhetos e o jornal mensal “O Batista Pioneiro” foram impressos desde então em várias línguas. A igreja também transmite a Palavra através de rádio, televisão e fitas cassete.

Igreja Batista de Bryan Station tem enviado e sustentado missionários no mundo inteiro. Há missionários saídos dela na Índia, no Brasil, em Honduras e nas Filipinas. Sustentou missionários em vários países, dentre eles México, Ilhas Virgens, Nova Guiné, Alemanha, Peru, Austrália, Romênia, Inglaterra, Rodésia, Japão além de outros.

A Igreja Batista de Bryan Station também se ocupa em pregar a Palavra nos Estados Unidos. Dezenove igrejas já foram organizadas por ela neste país e em outros países organizou trinta e três igrejas. Uns quarenta homens foram chamados ao ministério, durante o tempo em que a freqüentavam.

A Primeira Igreja Batista do Jardim das Oliveiras

No ano de 1976, após votação, a Igreja Batista de Bryan Station enviou o Pr. Bobby Aldridge ao Brasil juntamente com sua esposa Janie Faye e seus três filhos, Mark, Joel e Philip. No Brasil o casal teve um quarto filho, Jeremy, nascido em Fortaleza, Ceará. Após muito trabalho e preparação chegaram a São Luís, no Maranhão, onde passaram cinco meses, mudando-se depois para Fortaleza.

Ao chegar, Pr. Bobby não sabia nada de português e enfrentava dificuldade em aprende-lo por não haver nenhum curso para estrangeiros no Maranhão. Depois de muita oração decidiram mudar para Fortaleza, onde estudariam na Escola de Línguas mantida pelos Batistas Regulares. Foi durante este tempo que ele buscou o Senhor, a fim de obter a direção de onde começar um ponto de pregação. Pela Providência de Deus foi levado ao bairro do Jardim das Oliveiras, onde começou a testemunhar porta a porta. Uma senhora abriu-lhe a casa para a realização dos cultos na mesma rua onde se encontra hoje o templo. Após muito trabalho e oração a igreja foi organizada pela a autoridade da Igreja Batista de Bryan Station no dia 16 de janeiro de 1983.

No domingo da organização havia alguns pastores presentes: Bobby Aldridge, Dempsey Henderson, Sóstenes Nunes de Melo e David Zuhars.

Em junho de 1983 o pastor Bobby e família foram de férias aos EUA, onde permaneceriam durante um ano. O pastor David Zuhars assumiu como pastor interino até a volta do Pr. Bobby. O Senhor trabalhou no coração destes dois homens durante este ano sem que um soubesse o que o Senhor fazia ao outro até seu encontro.

Por ocasião da volta do pastor Bobby ao Brasil, cada um expressou o que pensava ser a vontade de Deus para eles. O pastor Bobby sentia-se guiado para começar uma nova igreja em Fortaleza. O pastor David sentia-se guiado a continuar como pastor da Primeira Igreja Batista do Jardim das Oliveiras. Deus sempre opera Sua vontade em seus servos.

A Organização da Igreja Batista do Planalto das Goiabeiras

Pr. Bobby começou então uma congregação no Planalto das Goiabeiras. No dia 29 de maio de 1988, a congregação foi organizada igreja pela autoridade da Igreja Batista de Bryan Station tendo sido convidado a pastoreá-la o Pr. Sóstenes Nunes de Melo. Após a saída do pastor Sóstenes, a igreja ficou alguns anos sem pastor. Foi então que um diácono da Igreja do Jardim das Oliveiras, o irmão Romualdo Pereira de Souza, passou a ir ao Planalto das Goiabeiras, a fim de pregar a Palavra aos irmãos. Mais tarde a igreja convidou Juarez Raimundo da Silva para assumir o cargo de pastor, o qual, por problemas pessoais, foi afastado do cargo posteriormente. Mais uma vez a igreja convida o irmão Romualdo para ajudá-la. Ele aceita e, após alguns anos, é ordenado ministro do evangelho no dia 31 de maio de 2003. Atualmente Pr. Romualdo é o pastor da Igreja Batista do Planalto das Goiabeiras.

A Organização da Igreja Batista da Graça de Deus pela PIBJO

Através do Seminário da PIBJO, o Pr. João Batista da Rocha Pereira pôde, pela graça, entender a Sua Verdade. Descobriu então, através dessa Verdade, que era membro de uma igreja batista sem autoridade e sem identidade de uma igreja do Senhor Jesus Cristo.

Na época, pastor da Igreja Batista do Jardim Violeta – organizada pela Igreja Batista de Messejana, sabia que no momento em que reconhecesse que a IBJV não tinha autoridade e comunicasse isto à IBM iriam perder o prédio, propriedade da mesma.

Numa reunião, metade de sua igreja achou por bem cortar relações com a IBM, por não pregar todo o conselho de Deus. Comunicaram à PIBJO a sua situação, e a igreja os recebeu. Pr. João Batista foi batizado e consagrado pastor e, pela autoridade da PIBJO, em 9 de maio de 1998 a Igreja Batista da Graça de Deus foi organizada com dezessete membros – atualmente são vinte e cinco.

Inicialmente alugaram um prédio para realizar os cultos, onde permaneceram por dois anos. Depois, um terreno foi comprado e um prédio construído pela PIBJO, onde até hoje a Verdade é pregada.

Pr. João Batista nos diz a respeito da escolha do nome da igreja: “… escolhemos este nome pois aprendemos sobre a Verdade da Graça de Deus e agora pregamos essa verdade.”

O Missionário David Alfred Zuhars Jr.

Aos 35 anos de idade o Pr. David Zuhars sentiu o chamado de Deus para ser um pregador. Ele não sabia ao certo qual era a vontade do Senhor, então esperou orando, buscando conhecer a Sua vontade.

Nesta época, visitando uns amigos numa outra cidade, foram com eles a uma igreja, e nesta ocasião o pregador era o Pr. Bobby Aldridge, missionário no Brasil. Pr. Bobby, durante a pregação, comunicou que estava orando a Deus para que levantasse um outro homem para trabalhar na obre de Deus em Fortaleza.

Pr. David nada disse a ele naquela noite, porém sentia o chamado do Senhor para realizar aquele trabalho, então decidiu perguntar à sua esposa, Ir. Lee Ellen, se gostaria de ir ao Brasil ao que ela lhe respondeu que seria bom fazer uma viagem para conhecer o país. Pr. David então lhe disse que não se tratava de uma viajem de passeio mas para morar e fazer o trabalho de Deus, ao que ela lhe disse que isso era uma outra coisa.

Eles conversaram e oraram. Depois ela disse a ele: “David, honestamente, você é o homem para isto, você tem as qualidades para realizar este trabalho.”

Pr. David chegou ao Brasil dois anos após ter sido chamado pelo Senhor para pregar, em agosto de 1982, juntamente com sua esposa Lee Ellen e seus filhos David Alfred III, Micah Gerald e Lee Ann e começaram a assistir e ajudar na congregação do Jardim das Oliveiras. Seus filhos estudavam na escola americana e o casal estudava a língua portuguesa.

A Primeira Igreja Batista do jardim das Oliveiras foi organizada em 16 janeiro de 1983, 5 meses após sua chegada em Fortaleza. Em junho deste ano Pr. Bobby viajou aos EUA para passar um ano. Antes de partir perguntou ao Pr. David se ele queria ficar à frente do trabalho da igreja, pregando até a sua volta, ele concordou e assumiu o trabalho.

Ao final de um ano, Pr. David estava disposto a continuar o trabalho. Pr. Bobby, ao retornar, informou que não queria retomar o posto de pastor da igreja. Eles conversaram e perceberam que esta era a vontade de Deus. Pr. Bobby, então, foi abrir um novo trabalho enquanto o Pr. David permaneceu à frente do trabalho na igreja até 1988, tendo voltado assim neste ano para seu país.

Em 1993 o pastor David voltou ao Brasil, a fim de rever os irmãos em Cristo. A igreja nesta época estava sem pastor, então, Ir. Romualdo, à época diácono da igreja, o convidou para uma conversa em sua casa.